O que fazem

O leque de possibilidades de carreiras na área biomédica se amplia quando o profissional faz cursos de mestrado e doutorado. Esse nível de formação superior – pós-graduação – é exigido tanto para quem quer dar aulas em universidades como é necessário para quem deseja trabalhar em pesquisa e desenvolvimento de produtos em empresas ou institutos, como a Fiocruz, o Butantan, entre outros.

O foco principal é a pesquisa voltada para o estudo das funções dos seres vivos, especialmente os seres humanos, com o intuito de encontrar as causas e mecanismos das doenças que os afetam, modos de prevenção, diagnóstico e tratamento. São realizadas experiências para verificar efeitos de medicamentos, hormônios, radiações, venenos, drogas ilícitas e outras substâncias em órgãos, tecidos e funções vitais do organismo humano. O tipo de pesquisa realizado pode envolver o desenvolvimento de vacinas contra doenças infecciosas, diagnósticos laboratoriais, propriedades de plantas usadas na medicina popular e síntese de novos remédios, desenvolvimento de terapias antitumorais, novas terapias celulares e genéticas e centenas de outras possibilidades.

A atividade de pesquisa exige o uso de luvas, óculos, toucas, jalecos, sapatos e máscaras de segurança, uma vez que o risco de contaminação ou intoxicações é constante. Os laboratórios são mantidos limpos, climatizados e bem iluminados, tanto em empresas como nas universidades e centros de pesquisa.

Com o desenvolvimento dos conhecimentos em biotecnologia, o mercado de trabalho em empresas vem aumentando. Existem companhias que já estão desenvolvendo métodos de terapia celular, por exemplo, utilizando células-tronco para tratar doenças.

A área de diagnóstico por imagem é outra que vem se ampliando rapidamente: cada vez temos equipamentos mais avançados para fazer imagens do corpo humano. As doenças mais complexas, como o câncer, precisam de diagnóstico precoce e da escolha entre os diversos procedimentos terapêuticos existentes.

Há uma busca permanente pela criação e utilização de novos métodos de tratamento não invasivos, ou seja, aqueles em que não é preciso introduzir nada no corpo humano.

Todos esses campos requerem uma excelente formação do profissional, para que ele possa acompanhar a velocidade das mudanças e ir além, sendo inovador e criativo. O conhecimento é o diferencial que impulsiona a ciência.

Nesse aspecto, é importante destacar que não apenas as aplicações imediatas das pesquisas científicas são interessantes. A pesquisa básica, ou seja, a pesquisa sem um fim imediato, é fundamental para que surjam coisas novas. Muitas vezes o cientista faz uma descoberta que ainda não sabe para o que serve, mas percebe que aquela ideia tem potencial. E mais à frente, ele mesmo ou outros pesquisadores vão utilizar a sua ideia – muitas vezes, de formas inimagináveis no início da pesquisa!