Características necessárias

As características para ser um bom pesquisador na área das ciências biomédicas são praticamente as mesmas da carreira de ciências biológicas. Antes de tudo, é preciso ter vontade de trabalhar com o assunto. Assim como em qualquer profissão, é fundamental gostar do que se faz, ter interesse.

O trabalho não deve ser encarado como uma obrigação, mas como um prazer em aprender sempre mais, colaborar com outros cientistas, interagir com a sociedade e contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Para ser um cientista, o jovem tem que ter motivação. Não basta só querer, tem que sentir prazer na atividade científica e, para realizar os experimentos, ter um equilíbrio entre o pensamento e as mãos.

É importante ter curiosidade, para questionar o ambiente em que se vive e então buscar descobrir como ele funciona, incentivado por um espírito de investigação. A preocupação com a saúde pública também é outro atributo desejável: preocupar-se com o outro é uma boa parte da motivação na área.

Persistência também é importante. Descobertas significativas costumam requerer muito tempo e dedicação. Os erros devem ser avaliados e reaproveitados como lições. Portanto, a pessoa precisa lidar bem com a frustração: saber cair e levantar, sacudir a poeira e recomeçar!

A capacidade de observação acurada é indispensável. Isso inclui dar atenção a detalhes. Também ajudam nesse sentido as capacidades de análise (saber separar o joio do trigo), de concentração (ficar horas pensando em um único problema) e de organização (para facilitar a compreensão e o avanço dos estudos).

Como a matemática é a linguagem que o cientista usa para tentar compreender a natureza, é importante ter facilidade para lidar com ela. Todas as hipóteses a respeito dos objetos estudados deverão estar apoiadas em dados, para que possam ser validadas e reproduzidas.

Finalmente, é preciso saber que não se trabalha sozinho. Pesquisadores das mais diversas áreas atuam numa rede de colaboração e solidariedade. Embora existam gênios na história da ciência, é bom lembrar que uma descoberta raramente é resultado de uma única cabeça. Por tudo isso, é importante saber trabalhar em equipe, sem abrir mão da autonomia necessária pra desenvolver a parte que cabe a cada um e mantendo sempre a visão do todo.

Nesse ambiente de convívio, portanto, não se pode abrir mão da boa comunicação oral e escrita, para deixar claro o que se faz e o que se pede, além de favorecer o estabelecimento de um ambiente de trabalho agradável.