Presença na história

Numa enciclopédia com mais de mil cientistas só aparecem três mulheres. Por que não as conhecemos? Será que outras mulheres participaram do desenvolvimento de Ciência e Tecnologia (C&T)?

Sim, elas existiram e participaram. Mas na história do pensamento filosófico humano as mulheres já foram consideradas menos inteligentes, com menos coragem, com temperatura corporal mais baixa ou mais instáveis, fatores que atrapalhariam o trabalho científico.

Na Mesopotâmia, no entanto, foram astrônomas e químicas; no Egito foram médicas, antes da medicina ser reconhecida como ciência; na Grécia, eram filósofas e matemáticas; em Roma foram ginecologistas e alquimistas; na Idade Média, conhecidas botânicas e médicas; nos séculos 16 e 17 escreveram sobre temas da saúde sexual, de ginecologia e de obstetrícia. Porém, podiam até discutir nos salões sobre ciência, mas não podiam pertencer às Academias de Ciências.

Nos séculos 18 e 19, algumas mulheres se destacaram na astronomia e na matemática, como Sophie Germain Ada Lovelace. No século 20, trinta mulheres ganharam o Prêmio Nobel em física, química, medicina e fisiologia. No século 21 até o ano de 2010 foram 11 ganhadoras, totalizando 41 prêmios. São 40 mulheres vencedoras do Nobel, pois Marie Cure ganhou o prêmio duas vezes. Rosalind Franklin participou da descoberta do DNA – mas os dois homens envolvidos na descoberta foram premiados e ela não. Entre os estereótipos atuais está o de que as mulheres são muito emotivas e por isso não têm muito jeito para as ciências “duras”…

Além de incentivos para conquistarem cada vez mais espaço nas ciências e na sociedade nos dias de hoje, a Unesco recomenda uma revisão da história das ciências com a inserção das mulheres que contribuíram para o seu progresso, reconhecendo seu mérito.