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Orientação profissional

CIEE

O Programa CIEE de Orientação e Informação Profissional apóia os estudantes na identificação de habilidades e talentos pessoais por meio de palestras e atividades de autoconhecimento.

Fundação MUDES

A MUDES é uma instituição sem fins lucrativos e de utilidade pública que busca contribuir para a inserção do jovem brasileiro na sociedade, através da integração ao mercado de trabalho.

CEPA

O Centro de Psicologia do Rio de Janeiro oferece orientação vocacional para jovens, com uma etapa de auto-conhecimento e outra de informação sobre as profissões.

SOP / USP

O Serviço de Orientação Profissional do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo atua de forma integrada com o Laboratório de Estudos sobre o Trabalho e OP (Labor/USP).

SOP / UFRGS

O Serviço de Orientação Profissional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul atende a pessoas em busca de ajuda para a escolha profissional e para reorientação de carreira.

LIOP / UFSC

O Laboratório de Informação e Orientação Profissional da Universidade Federal de Santa Catarina oferece atendimento à comunidade em informação e orientação profissional.

POP / UFMG

O Programa de Orientação Profissional da Universidade Federal de Minas Gerais conta com um plantão online – [email protected] – para prestação de orientação profissional.

Precisamos criar cultura científica

A ciência brasileira ainda é pequena, em termos da produção científica mundial – somos responsáveis por apenas 2%. Mas em determinadas áreas, o Brasil é pioneiro, como no agronegócio e nos biocombustíveis.

O Brasil ainda não tem uma cultura cientifica, estamos a construí-la ainda. Os norte-americanos e europeus, por exemplo, desde cedo colocam a mão na massa com relação à ciência experimental e à tecnologia. As crianças estão acostumadas a brincar com ciência, a frequentar museus e exposições, a cultura científica faz parte do cotidiano delas. Isso faz muita diferença.

Em função da abordagem multidisciplinar, cada vez mais forte na ciência, é importante que os jovens estejam habituados a ler, escrever, reconhecer e interpretar fenômenos físicos e biológicos, valorizar as diferentes culturas dos diferentes povos, apreciar as artes. É isso que vai permitir que façam uma leitura crítica e competente da paisagem, da economia e da cultura do país.

Este é o processo de constituição de um cientista: à medida que amadurece vai criando caminhos para entender e explicar melhor as novidades da ciência, reconhece sua responsabilidade social e se interessa em mostrar para a sociedade como um todo que a ciência faz parte do acervo, do repertório e da ampliação da cultura de um povo. O cientista vai se revelando cada vez mais como cidadão pleno, consciente do que é capaz de fazer para o avanço da sociedade. E aceita com garra a missão de fazê-lo.

Por que trabalhar com ciência?

O Brasil é um país de proporções continentais, onde é encontrada a maior biodiversidade do planeta, o potencial biológico de uma floresta como a Amazônica, além de áreas com enorme potencial petrolífero, como o pré-sal. Temos terras suficientes e com qualidade para ampliar exponencialmente a produção de alimentos e ao mesmo tempo fornecer matéria-prima para a produção de biocombustíveis, além de dispor de outras possíveis fontes de energias alternativas, como a eólica (dos ventos) e a originária das ondas do mar.

Prioridade nacional

Nosso país tem urgência de aproveitar todo esse potencial para sair da fase de exportação de commodities (matéria-prima) e agregar valor ao nosso imenso repertório natural, promovendo, assim, o crescimento econômico que pode trazer a redução tão desejada da desigualdade social.

No entanto, para dar conta desse crescimento esperado e necessário, temos que superar um sério gargalo, que é a falta de profissionais qualificados para promover o desenvolvimento científico e tecnológico demandado. Entre os esforços necessários, estão a identificação e o investimento em jovens talentosos. É preciso investir em educação e em ciência: o país precisa de cérebros e, em especial, nas áreas tecnológicas.

Nesse sentido, despertar o interesse dos jovens brasileiros para importantes áreas estratégicas como as ciências exatas, as ciências da vida e as engenharias pode ser considerada uma prioridade nacional.

O momento em que vivemos

Para tratar da motivação para a ciência, é importante avaliarmos o momento em que vivemos, o século 21 – um tempo no qual a ciência e a tecnologia estão em absolutamente tudo. Toda a melhoria social que vivenciamos vem da ciência: os medicamentos, a comunicação, o transporte. E também os planos para facilitar a compra de casa própria, o respeito a populações com seus valores específicos, a eficácia de novos métodos de alfabetização… por trás de tudo isso, tem um cientista. Ou melhor, vários – com interesses diferentes e metodologias de trabalho diversas, mas tendo algo em comum: a vontade de contribuir para construir um mundo melhor.

Espaço para os cientistas

Nossa sociedade consome ciência e, portanto, é um bom lugar para cientistas. Os desafios são muito grandes porque se estuda muito, mas ainda se sabe pouco. E os avanços tecnológicos trazem novos problemas, levantam novas questões. Até que ponto é ético clonar órgãos, pessoas ou animais? Os alimentos transgênicos devem ser plenamente adotados ou a prudência deve ser mantida para evitar efeitos colaterais ainda desconhecidos? E os produtos que utilizam nanotecnologia, como xampus e cremes, será que também trazem algum tipo de risco ainda não avaliado? Os cientistas têm muito o que fazer… Veja na seção Por que cientista? o que motivou diversos cientistas a escolherem o caminho da ciência.

Ciência para a cidadania

Os jovens têm pouco conhecimento sobre o que é ciência e tecnologia de forma abrangente, mas precisam ganhar consciência sobre esses temas. Essa consciência é cada vez mais necessária, em função da integração entre diferentes áreas e porque nossa sociedade está se desenvolvendo baseada em ciência. Você é contra ou a favor do uso de energia nuclear? Por quê? E as pesquisas com células-tronco, você apoia? Por quê? Será que nossas atitudes individuais podem contribuir para minimizar os efeitos das mudanças climáticas? Como? Para ser um cidadão hoje, é preciso ter opinião sobre vários temas ligados à ciência, pois se você não participar das decisões, alguém vai tomá-las por você…

Mulheres na ciência 

Preconceitos familiares e sociais muitas vezes afastam as meninas da ciência. Nossa sociedade tem um histórico de modelos de comportamento feminino que não priorizam a inteligência, a criatividade ou a ousadia nas mulheres, e sim a beleza, a sensualidade e o comodismo. Por essas e por outras é que meninas muitas vezes nem levam em consideração a hipótese de seguir uma carreira científica.

No mundo inteiro, no entanto, vêm crescendo o sucesso e o destaque das mulheres em atividades científicas. Na seção Para meninas, saiba mais sobre algumas mulheres que se destacaram na história da ciência e os depoimentos de jovens brasileiras que ganharam o Prêmio L’Oréal para Mulheres na Ciência. E não pensem que pelo fato do prêmio ser oferecido por uma fábrica de cosméticos o foco são apenas pesquisas nessa área: pelo contrário, as pesquisas premiadas são das mais diversas áreas, escolhidas pela excelência. Ponto para elas!

Há que ter paixão…

A ciência é algo que atrai e ocupa a cabeça do pesquisador o tempo todo. Para ser um cientista, um pesquisador, a pessoa precisa ter vocação e perseverança: são carreiras que só são escolhidas realmente quando há paixão. E com paixão, vale a pena: são muitas as gratificações. Pelo menos é o que dizem aqueles que abraçam a ciência – veja os depoimentos de cientistas nos vídeos da seção Paixão pela ciência.

É preciso estudar muito, nunca achar que sabe tudo, perceber que estamos sempre aprendendo. Dar aulas ajuda muito nesse aspecto, porque se o aluno faz uma pergunta e o professor sente que não está muito firme na resposta ele vai estudar, vai se sentir motivado a saber mais.

Por que não?

Se você tem vontade de saber mais sobre os fundamentos do conhecimento humano a respeito da natureza, então pesquise mais sobre as ciências básicas, como a física e a química.

Se tem mais interesse em saber como voa um avião, como se pode construir uma usina para aproveitar a energia dos ventos, como funcionam o rádio, a televisão e os computadores e gostaria de melhorar esses aparelhos, então talvez uma carreira na área das engenharias lhe pareça mais interessante.

Se sua preocupação é com a saúde, a melhoria da qualidade de vida das pessoas portadoras de doenças, procure mais informações sobre as carreiras nas ciências da saúde e biomédicas.

Se sua curiosidade maior é saber como funcionam os organismos vivos e como eles se relacionam com o meio ambiente, então leia mais sobre as ciências biológicas. E se tem entusiasmo por tudo que diz respeito a dinossauros, ou pelos diferentes animais e plantas que já viveram sobre a Terra, ou pela Terra propriamente dita, busque saber mais sobre as ciências da terra.

Mas preste bem atenção: essa divisão formal entre as ciências, na verdade, fica cada vez mais difusa, porque é no limite entre essas ciências que estão as grandes perguntas atuais. Essa visão compartimentada sobre as áreas vem sendo revista e novas áreas interdisciplinares vêm surgindo. Elas são muito importantes e delas certamente virão os maiores progressos científicos e tecnológicos deste século.

Como as colaborações entre as áreas possibilitam novas aprendizagens, a tendência dos laboratórios é se tornarem cada vez mais multidisciplinares, integrando físicos, matemáticos, biólogos, engenheiros e outros especialistas. Nesse ambiente, todos vão focar em um mesmo problema e cada um, com sua formação específica, pode dar o seu olhar, a sua contribuição para uma possível solução.

E por que não você? Quem sabe se você não será um membro de uma equipe multidisciplinar de pesquisa? Conheça mais sobre as carreiras científicas e descubra novos interesses!

A importância da formação: continuar estudando é fundamental!

Embora não haja um padrão entre as empresas, a maioria delas prevê, em seu Plano de Cargos e Salários, um aumento na remuneração de profissionais com mestrado ou doutorado. Na Fundação Getulio Vargas (FGV), por exemplo, aqueles que têm mestrado recebem 35% a mais que os empregados que possuem apenas curso superior, enquanto que os doutores ganham 70% a mais.

Segundo a direção de Recursos Humanos da empresa Dow AgroSciences, o salário de um novato no mercado fica em torno de R$ 5 mil. Porém, com cinco anos de experiência e um título de doutor, esse profissional pode ganhar o dobro.

Esta diferença não é característica apenas do setor privado. Dados do Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, de 2016, mostram que, entre servidores públicos, a diferenciação salarial em função da qualificação acadêmica também é um fato. No caso de professores do ensino básico, técnico e tecnológico da classe Titular, em regime de dedicação exclusiva, por exemplo, os que têm mestrado ganham, aproximadamente, 66% do salário daqueles que têm doutorado. Já os professores sem títulos ganham menos de 50% do que os que são doutores.

Na área de Educação, a qualificação é muito valorizada. Por exemplo: técnicos-administrativos de universidades federais têm percentuais de incentivo de 27% para especialização, 52% para mestrado e 75% para doutorado, de acordo com a Lei 11.091.

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Para que serve a ciência?

A escolha da profissão

A escolha da profissão é um momento difícil na vida de qualquer jovem, mas no Brasil essa dificuldade é acentuada pela falta de orientação e informação profissional nas escolas. O resultado disso é uma evasão de 49% nas universidades, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais do Ministério da Educação (Inep/MEC) de 2014, o mais recente. Por isso, recomenda-se que o jovem se preocupe em fazer exatamente aquilo que gosta.

Com o crescimento que vem ocorrendo no Brasil, há previsão de uma demanda forte por cientistas, técnicos e engenheiros a que o país no momento não tem como corresponder. Por outro lado, vemos muitos jovens desinformados sobre as carreiras que podem seguir de modo geral. No que diz respeito à área científica, então, a desinformação é maior ainda.

Qual a importância da produção de ciência, tecnologia e inovação para um país?

Vivemos em uma sociedade que nas ultimas décadas evoluiu muito. A expectativa de vida de um homem há 20 anos era de 60 anos e para mulher um pouco mais. Agora estamos com uma expectativa de vida, segundo dados de 2015 do IBGE, de 79,1 anos para as mulheres e de 71,9 para os homens. Com o envelhecimento, o cidadão precisa de mais cuidados e a sociedade precisa estar preparada. E quem pode fornecer as condições para que todos esses cidadãos estejam vivendo adequadamente? É a ciência.

Hoje existe uma consciência de que os países ricos são ricos porque investiram em ciência e tecnologia, e não o contrário. O Brasil vai indo pelo caminho certo, pois está investindo cada vez mais em ciência, tecnologia e inovação. Parece que agora entendemos que esse é o caminho para o crescimento.

Procura-se cientistas

Mas esse crescimento demanda pesquisa. E pesquisa demanda pesquisadores… Com apenas 1% dos vestibulandos escolhendo carreiras científicas, o Brasil corre o sério risco de não encontrar entre sua gente profissionais preparados para promover e gerenciar esse crescimento.

São muitos os desafios – com relação às mudanças climáticas, ao conhecimento e uso sustentável da Amazônia e dos outros biomas brasileiros, à educação básica, ao pré-sal, ao desenvolvimento de novos fármacos e de novos métodos terapêuticos com células-tronco, ao aumento da produção agrícola em função das demandas alimentares mundiais, à busca por combustíveis renováveis… Enfim, o país tem muito a fazer e precisa de pessoas qualificadas, de capital humano capacitado.

Como ajudar nisso?

É nesse sentido que lançamos esses site: para mostrar aos jovens brasileiros as possibilidades de carreira existentes nas diversas áreas da ciência, procurando informar e estimular aqueles que ainda não sabem no que querem trabalhar, aos que já têm alguma ideia mas não conhecem bem as opções, aos que já estão na faculdade mas ainda não conhecem os possíveis percursos profissionais, aos pais e professores interessados em ajudar os jovens que os cercam nos momentos de escolhas significativas.

Façam bom proveito e, se tiverem críticas ou sugestões, nos ajudem, façam contato conosco!